quarta-feira, 19 de novembro de 2014

Agenda 21

Agenda 21 pode ser definida como um instrumento de planejamento para a construção de sociedades sustentáveis, em diferentes bases geográficas, que concilia métodos de proteção ambiental, justiça social e eficiência econômica.

Agenda 21 Brasileira é um instrumento de planejamento participativo para o desenvolvimento sustentável do país, resultado de uma vasta consulta à população brasileira.  Foi coordenado pela Comissão de Políticas de Desenvolvimento Sustentável e Agenda 21 (CPDS); construído a partir das diretrizes da Agenda 21 Global; e entregue à sociedade, por fim, em 2002.
Agenda 21 Local é o processo de planejamento participativo de um determinado território que envolve a implantação, ali, de um Fórum de Agenda 21. Composto por governo e sociedade civil, o Fórum é responsável pela construção de um Plano Local de Desenvolvimento Sustentável, que estrutura as prioridades locais por meio de projetos e ações de curto, médio e longo prazos. No Fórum são também definidos os meios de implementação e as responsabilidades do governo e dos demais setores da sociedade local na implementação, acompanhamento e revisão desses projetos e ações.

quarta-feira, 3 de setembro de 2014

  Agricultura no Brasil
  Existe a ação das cooperativas agrícolas e das empresas industriais, que, ao assegurarem a aquisição da safra (seja elas em moldes capitalistas ou de base familiar camponesa), estimulam o cultivo e a especialização agrícola em determinadas áreas do país. Frutas tropicais e soja são os principais produtos, cujos espaços de produção mais marcantes são, respectivamente, os vales irrigados do Sertão Nordestino (rios São Francisco e Açu) e o oeste baiano.
Merecem ser mencionados os seguintes produtos da agricultura comercial brasileira:

- café: durante muito tempo, manteve-se circunscrito ao Paraná e a São Paulo, produzindo pelo regime de parceria. Minas Gerais, Espírito Santo e São Paulo conservam a dianteira da produção. Bahia e Rondônia surgiram como novas áreas produtoras, com uma particularidade: são cultivadas, principalmente, por paranaenses, antigos produtores do norte do Paraná. O Paraná tem aumentado em grande quantidade sua produção de café nos últimos anos, pela introdução de espécies novas (café adensado), desenvolvidas pelo IAPAR (Instituto Agronômico do Paraná);
- soja: expandiu-se com maior vigor no país, durante os anos 70, notadamente nos estados do Paraná e do Rio Grande do Sul. Cultura típica de exportação, está cada vez mais voltada para o mercado interno em razão do crescente consumo de margarinas e óleos na alimentação do brasileiro. Atualmente, verifica-se sua expansão nas áreas do cerrado, sobretudo nos estados do Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Minas Gerais, Goiás e Bahia;
- cana-de-açúcar: apesar de ser cultivada no Brasil desde o século XVI, sua produção foi estimulada, a partir de 1975, com a criação do Proálcool. O Estado de São Paulo detém mais da metada da produção nacional, mas também é encontrada em Goiás, Paraná, Rio de Janeiro, além de estados nordestinos (Zona da Mata);
- laranja: produto largamente cultivado para atender à demanda da indústria de sucos, tem no estado de São Paulo seu principal produtor. Paraná e Minas Gerais estão se convertendo em novas e importantes áreas de produção. O Brasil é um grande exportador de suco concentrado, principalmente para os EUA;
- arroz: o Rio Grande do Sul é o maior produtor nacional de arroz irrigado. Outros estados se destacam na produção dessa cultura alimentar básica: Santa Catarina, Minas Gerais, Mato Grosso, Maranhão, Goiás e São Paulo.

  Outros produtos de destaque são: o trigo, apesar de ser insuficiente para abastecer o mercado interno; o algodão, fortemente controlado pela indústria têxtil e de alimentos (óleo). O cacau, cultura ecológica, encontra-se em crise, notadamente na Bahia, seu maior produtor.

  Vale lembrar que muitos produtores do Sul, principalmente do Paraná e do Rio Grande do Sul, trocaram de território. Entre as principais causas, está o preço da terra. Com isso, muitos migraram para outros estados do país, tornando-se produtores de soja e café, principalmente. Outros transferiram-se para países vizinhos, como a Bolívia e o Paraguai. Como já foi dito, a questão da terra não é apenas nacional, ela já se transforma em uma questão transnacional.

 Agricultura no IFES

  

  Apresentação

  O Técnico em Agropecuária executa e elabora projetos compatíveis com a sua formação profissional, presta assistência técnica, administra propriedades rurais em nível gerencial prescreve receituário agronômico e atua em atividades de extensão e defesa agropecuária.

  Perfil Profissional


· Analisar as características econômicas, sociais e ambientais, identificando as atividades peculiares da área a serem implementadas;
· Planejar, organizar e monitorar: a exploração e manejo do solo, de acordo com suas características; as alternativas de otimização dos fatores climáticos e seus efeitos no crescimento e desenvolvimento das plantas e dos animais; a propagação em cultivos abertos ou protegidos, em viveiros e em casas de vegetação; a obtenção e o preparo da produção animal e vegetal; os programas de nutrição e manejo alimentar em projetos zootécnicos; a produção de mudas (viveiros) e sementes.
· Identificar os processos simbióticos, de absorção, de translocação e os efeitos alelopáticos entre solo e planta, planejando ações referentes aos tratos das culturas;
· Selecionar e aplicar métodos de erradicação e controle de pragas, doenças e plantas daninhas, responsabilizando-se pela emissão de receitas de produtos agrotóxicos;
· Planejar e acompanhar a colheita e a pós-colheita;
· Identificar famílias de organismos e microorganismos, diferenciando os benéficos dos maléficos;
· Aplicar métodos e programas de reprodução animal e conhecer a filosofia do melhoramento genético;
· Elaborar, aplicar e monitorar programas profiláticos, higiênicos e sanitários na produção animal;
· Implantar e gerenciar sistemas de controle de qualidade na produção agropecuária;
· Identificar e aplicar técnicas mercadológicas para distribuição e comercialização de produtos;
· Projetar e aplicar inovações nos processos de montagem, monitoramento e gestão de empreendimentos;
· Elaborar relatórios e projetos topográficos;

http://alegre.ifes.edu.br/index.php?option=com_content&view=article&id=23:curso-tecnico-em-agropecuaria-integrado-ao-ensino-medio&catid=25:tecnico&Itemid=56
Agricultura Familiar
A agricultura familiar é responsável por garantir alimentos saudáveis e de qualidade na mesa de brasileiras e brasileiros, tanto que 70% da produção de alimentos consumidos provêm deste setor. É por isso que a Agricultura Familiar é reconhecida como ilidade concreta de promoção do desenvolvimento local com sustentabilidade econômica, social e cultural. Gera postos de trabalho em número bem maior que a agricultura empresarial, se preocupa com a sustentabilidade socioeconômica e ambiental e preserva as tradições e os costumes locais.

Mas, os desafios da agricultura familiar para atender a demanda por alimentos saudáveis e em quantidade são muitos, a começar pela renda. Sem uma renda que garanta vida digna, as famílias continuarão abandonando o meio rural. A insuficiência de investimentos em infraestrutura produtiva, de beneficiamento, armazenamento, transportes e preços remuneradores, bem como o acesso a políticas públicas de cunho social como saúde, educação, previdência e transporte públicos, são fatores decisivos para a permanência das pessoas no campo.

Por outro lado, é necessário aprofundar conhecimentos sobre sistemas de produção que proporcionem melhoria contínua das condições de vida de agricultores familiares garantindo renda e sustentabilidade ambiental, de modo que todas as potencialidades do estabelecimento de produção possam ser aproveitadas sem prejuízos à natureza.

Estes resultados somente serão alcançados se as famílias estiverem organizadas estrategicamente. Com essa finalidade, o Movimento Sindical desenvolve a estratégia do Sistema CONTAG de Organização da Produção (SISCOP), entendendo que o cooperativismo e do associativismo são os meios mais apropriados para se alcançar sustentabilidade social, econômica e ambiental. Sem estar organizada a agricultura familiar terá muito mais dificuldades de se fortalecer e continuar a existir.

Para o Movimento Sindical a agricultura familiar é a melhor forma de promover a inclusão e o desenvolvimento com sustentabilidade do campo, garantindo produção de alimentos com qualidade e em quantidade para atendimento à demanda da população. Neste sentido a Secretaria de Política Agrícola CONTAG atua fortemente na elaboração, negociação e difusão de políticas púbicas e programas destinados à agricultura familiar.

http://www.contag.org.br/index.php?modulo=portal&acao=interna&codpag=263&nw=1

Ementas


1) Sistemas Agroecológicos de Produção

Ementa: Bases históricas e filosóficas: princípios, fundamentos e definições.
Desenvolvimento rural sustentável (agricultura e modernidade, tecnologias e agricultura familiar, agricultura urbana). Conceitos (agroecologia, agricultura orgânica, agricultura integrada). Agricultura convencional (conceitos, impactos e externalidades). Sustentabilidade e o agronegócio (definições, princípios, perspectivas futuras). Uso e a conservação dos recursos naturais (ciclos biogeoquímicos). Ecologia das populações. Meio ambiente: conceitos básicos. Teoria da trofobiose. Biodiversidade. Bases agroecológicas para o manejo da biodiversidade em agrossistemas e seus efeitos sobre pragas e doenças das plantas.
Bases agroecológicas para o manejo de plantas espontâneas. Plantas indicadoras de desequilíbrios biológicos. Práticas agroecológicas (adubação verde, compostagem, vermicompostagem, caldas e soluções, defensivos naturais, plantas companheiras e antagônicas, plantio direto, controle de competidores, etc.). Produção orgânica de alimentos (fundamentos e perspectivas futuras); Legislação ambiental básica (licenciamento, documentos, obrigatoriedade).

2) Ecologia de Agroecossistemas

Ementa: Estrutura dos agroecossistemas: nichos ecológicos; teias tróficas e transferência de energia; capacidade de suporte. Indicadores de qualidade do solo. Ecologia microbiana e qualidade do solo na sustentabilidade dos agroecossistemas. Fauna do solo e seu papel na regulação funcional dos agroecossistemas e na ciclagem de nutrientes. Fixação biológica de nitrogênio. Micorrizas arbusculares. Manejo de sistemas agrícolas para sequestro de carbono.

3) Metodologia Científica

Ementa: Noções básicas de filosofia do conhecimento. Os diferentes níveis do conhecimento. Enfoques teóricos da pesquisa. Pesquisa bibliográfica, de campo e de laboratório. Técnicas de estudo e de leitura. Esquema, resumo e resenha. Técnicas e normas para elaboração de trabalhos científicos e acadêmicos. Paper, monografia, fichamento, conferência, painel, seminário e simpósio. Projeto de pesquisa. A estrutura de elaboração, normalização e apresentação científica de acordo com as normas da ABNT.

4) Conservação do Solo e da Água

Ementa: Importância do uso sustentável dos recursos solo e água. Erosão: causas, tipos e fatores que influem. Qualidade do solo. Erosidade da chuva e erodibilidade do solo. Modelos de predição de erosão. Práticas conservacionistas de caráter mecânico, edáfico e vegetativo. Sistemas de manejo do solo. Planejamento conservacionista da propriedade rural e manejo integrado da propriedade rural e de recursos em microbacias hidrográficas.

5) Recuperação de Áreas Degradadas

Ementa: Conceitos básicos: degradação, recuperação, reabilitação e restauração. Principais processos de degradação de áreas em ambiente rural. Caracterização de áreas degradadas: levantamentos, agentes, indicadores e níveis de degradação. Estratégias, procedimentos e técnicas de recuperação de áreas degradadas. Valoração do passivo ambiental. Mecanismos de avaliação da eficiência conservacionista e da autossustentabilidade ecológica das medidas de recuperação adotadas. Parâmetros legais correlatos.

6) Fertilidade do Solo e Nutrição de Plantas em Sistemas de Produção Agroecológicos

Ementa: Conceitos básicos em fertilidade do solo. Interação entre nutrientes e solos. Transporte de nutrientes para as raízes. Acidez do solo e calagem. Dinâmica dos nutrientes no solo e manejo da adubação. Avaliação da fertilidade do solo. Absorção de elementos pelas raízes das plantas. Absorção foliar de elementos, transporte e redistribuição. Funções dos nutrientes. Elementos úteis e tóxicos. Cultivo de plantas em ambiente controlado. Avaliação do estado nutricional das plantas.

7) Agrosilvicultura

Ementa: Definição e classificação de sistemas agroflorestais. Planejamento, implantação e manejo de sistemas agroflorestais. Delineamento e experimentação em sistemas agroflorestais. Aspectos sociais e difusão de tecnologia agroflorestal. Sistemas agroflorestais no Estado do Espírito Santo.

8) Dinâmica da Matéria Orgânica do Solo

Ementa: Definições dos principais componentes da matéria orgânica do solo. Propriedades e funções da matéria orgânica do solo. Dinâmica (estoque e composição) da matéria orgânica do solo. Fatores que regulam os estoques de matéria orgânica do solo. A matéria orgânica e a biodisponibilidade de nutrientes. Sequestro de carbono no solo. Adubos e adubação orgânica.

9) Uso de Resíduos na Agricultura

Ementa: Principais resíduos das atividades agroindustriais e urbanas. Classificação dos resíduos quanto à sua origem. Reciclagem de resíduos orgânicos no solo: alteração nas características químicas, físicas e nos processos biológicos do solo. Liberação e imobilização de nutriente. Alternativas para a aplicação de resíduos no solo; culturas mais indicadas. Fatores limitantes da reciclagem de resíduos orgânicos no solo: acúmulo de nutrientes, metais pesados, outros elementos; patógenos; compostos orgânicos persistentes; monitoramento de áreas de aplicação de resíduos. O solo como meio de descarte e degradação de resíduos: landfarming; áreas de sacrifício e lagoas de sedimentação. Aspectos legais do uso agrícola dos resíduos no solo.

10) Fundamentos do Manejo Racional de Pastagens

Ementa: Plantas forrageiras: crescimento acumulativo; estacional; alterações morfológicas e composição bromatológica. Inter-relações entre planta-animal em sistemas pastoris. Sistemas de pastejo (contínuo, rotacionado convencional, rotacionado Voisin, em faixa, diferido e alternado entre herbívoros). Sistema silvipastoril. Formação de pastagem ou recuperação de pastagem: introdução de forrageiras em pastagens estabelecidas. Tópicos em irrigação de pastagens. Avaliação da pastagem como cultura agrícola sustentável.

11) Produção Animal em Sistemas Agroecológicos

Ementa: Aprendizagem em animais (fundamentos teóricos, exemplos práticos na criação e consequências para o bem-estar dos animais domésticos). Seleção natural, domesticação e confinamento intensivo: a adaptação dos animais nos sistemas agroecológicos de produção.

12) Legislação e Certificação de Produtos Agroecológicos

Ementa: Tipos de certificação aplicados aos sistemas de produção agroecológicos. Processo de certificação. Órgãos de certificação. Legislação vigente no Brasil para produtos orgânicos.

http://www.alegre.ifes.edu.br/index.php?option=com_content&view=article&id=30:pos-graduacao-lato-sensu-em-agroecologia&catid=24:pos-graduacao&Itemid=60
   Agricultura e Meio Ambiente 
  A combinação de políticas, inovações institucionais e investimento pode ajudar a reduzir o espaço ambiental da agricultura no meio ambiente e pode capturar seu potencial para oferecer serviços ambientais. Gerir as conexões entre agricultura, conservação de recursos naturais e o meio ambiente deve se tornar parte integral do uso da agricultura para o desenvolvimento para obter sistemas de produção agrícola mais sustentáveis.
 As agendas da agricultura e do meio 
ambiente são inseparáveis.
  A agricultura é um dos principais provedores de serviços ambientais, embora geralmente não sejam reconhecidos e não remunerados. Adicionalmente a seu papel essencial em atender a demanda crescente por alimentos e outros produtos agrícolas, a agricultura tem um importante papel no sequestro de carbono, gestão de bacias hidrográficas e preservação da biodiversidade. Mas a agricultura é também grande usuária de recursos naturais, contribuindo para o enfraquecimento dos lençóis freáticos, poluição de agro químicos, exaustão dos solos e a mudança climática global. A degradação dos recursos naturais mina as bases para a futura produção agrícola e aumenta a vulnerabilidade a riscos, impondo desse modo perdas econômicas altas. Mas esses custos podem ser muitas vezes minimizados através da combinação de reformas nas políticas e inovações institucionais e tecnológicas. Uma abordagem de políticas integradas é necessária para atender às agendas da agricultura e do meio ambiente, assim como as mudanças climáticas e os bio combustíveis, que são discutidos em sumários de políticas separados.
  A agricultura intensiva ajudou a limitar a conversão de ecossistemas naturais, mas muitas vezes com seus próprios custos ambientais e de saúde.

http://siteresources.worldbank.org/INTWDRS/Resources/477365-1327599046334/8394679-1327608078139/8395545-1327610544368/04_Environment_Alex-portuguese.pdf