quarta-feira, 3 de setembro de 2014

  Agricultura no Brasil
  Existe a ação das cooperativas agrícolas e das empresas industriais, que, ao assegurarem a aquisição da safra (seja elas em moldes capitalistas ou de base familiar camponesa), estimulam o cultivo e a especialização agrícola em determinadas áreas do país. Frutas tropicais e soja são os principais produtos, cujos espaços de produção mais marcantes são, respectivamente, os vales irrigados do Sertão Nordestino (rios São Francisco e Açu) e o oeste baiano.
Merecem ser mencionados os seguintes produtos da agricultura comercial brasileira:

- café: durante muito tempo, manteve-se circunscrito ao Paraná e a São Paulo, produzindo pelo regime de parceria. Minas Gerais, Espírito Santo e São Paulo conservam a dianteira da produção. Bahia e Rondônia surgiram como novas áreas produtoras, com uma particularidade: são cultivadas, principalmente, por paranaenses, antigos produtores do norte do Paraná. O Paraná tem aumentado em grande quantidade sua produção de café nos últimos anos, pela introdução de espécies novas (café adensado), desenvolvidas pelo IAPAR (Instituto Agronômico do Paraná);
- soja: expandiu-se com maior vigor no país, durante os anos 70, notadamente nos estados do Paraná e do Rio Grande do Sul. Cultura típica de exportação, está cada vez mais voltada para o mercado interno em razão do crescente consumo de margarinas e óleos na alimentação do brasileiro. Atualmente, verifica-se sua expansão nas áreas do cerrado, sobretudo nos estados do Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Minas Gerais, Goiás e Bahia;
- cana-de-açúcar: apesar de ser cultivada no Brasil desde o século XVI, sua produção foi estimulada, a partir de 1975, com a criação do Proálcool. O Estado de São Paulo detém mais da metada da produção nacional, mas também é encontrada em Goiás, Paraná, Rio de Janeiro, além de estados nordestinos (Zona da Mata);
- laranja: produto largamente cultivado para atender à demanda da indústria de sucos, tem no estado de São Paulo seu principal produtor. Paraná e Minas Gerais estão se convertendo em novas e importantes áreas de produção. O Brasil é um grande exportador de suco concentrado, principalmente para os EUA;
- arroz: o Rio Grande do Sul é o maior produtor nacional de arroz irrigado. Outros estados se destacam na produção dessa cultura alimentar básica: Santa Catarina, Minas Gerais, Mato Grosso, Maranhão, Goiás e São Paulo.

  Outros produtos de destaque são: o trigo, apesar de ser insuficiente para abastecer o mercado interno; o algodão, fortemente controlado pela indústria têxtil e de alimentos (óleo). O cacau, cultura ecológica, encontra-se em crise, notadamente na Bahia, seu maior produtor.

  Vale lembrar que muitos produtores do Sul, principalmente do Paraná e do Rio Grande do Sul, trocaram de território. Entre as principais causas, está o preço da terra. Com isso, muitos migraram para outros estados do país, tornando-se produtores de soja e café, principalmente. Outros transferiram-se para países vizinhos, como a Bolívia e o Paraguai. Como já foi dito, a questão da terra não é apenas nacional, ela já se transforma em uma questão transnacional.

 Agricultura no IFES

  

  Apresentação

  O Técnico em Agropecuária executa e elabora projetos compatíveis com a sua formação profissional, presta assistência técnica, administra propriedades rurais em nível gerencial prescreve receituário agronômico e atua em atividades de extensão e defesa agropecuária.

  Perfil Profissional


· Analisar as características econômicas, sociais e ambientais, identificando as atividades peculiares da área a serem implementadas;
· Planejar, organizar e monitorar: a exploração e manejo do solo, de acordo com suas características; as alternativas de otimização dos fatores climáticos e seus efeitos no crescimento e desenvolvimento das plantas e dos animais; a propagação em cultivos abertos ou protegidos, em viveiros e em casas de vegetação; a obtenção e o preparo da produção animal e vegetal; os programas de nutrição e manejo alimentar em projetos zootécnicos; a produção de mudas (viveiros) e sementes.
· Identificar os processos simbióticos, de absorção, de translocação e os efeitos alelopáticos entre solo e planta, planejando ações referentes aos tratos das culturas;
· Selecionar e aplicar métodos de erradicação e controle de pragas, doenças e plantas daninhas, responsabilizando-se pela emissão de receitas de produtos agrotóxicos;
· Planejar e acompanhar a colheita e a pós-colheita;
· Identificar famílias de organismos e microorganismos, diferenciando os benéficos dos maléficos;
· Aplicar métodos e programas de reprodução animal e conhecer a filosofia do melhoramento genético;
· Elaborar, aplicar e monitorar programas profiláticos, higiênicos e sanitários na produção animal;
· Implantar e gerenciar sistemas de controle de qualidade na produção agropecuária;
· Identificar e aplicar técnicas mercadológicas para distribuição e comercialização de produtos;
· Projetar e aplicar inovações nos processos de montagem, monitoramento e gestão de empreendimentos;
· Elaborar relatórios e projetos topográficos;

http://alegre.ifes.edu.br/index.php?option=com_content&view=article&id=23:curso-tecnico-em-agropecuaria-integrado-ao-ensino-medio&catid=25:tecnico&Itemid=56
Agricultura Familiar
A agricultura familiar é responsável por garantir alimentos saudáveis e de qualidade na mesa de brasileiras e brasileiros, tanto que 70% da produção de alimentos consumidos provêm deste setor. É por isso que a Agricultura Familiar é reconhecida como ilidade concreta de promoção do desenvolvimento local com sustentabilidade econômica, social e cultural. Gera postos de trabalho em número bem maior que a agricultura empresarial, se preocupa com a sustentabilidade socioeconômica e ambiental e preserva as tradições e os costumes locais.

Mas, os desafios da agricultura familiar para atender a demanda por alimentos saudáveis e em quantidade são muitos, a começar pela renda. Sem uma renda que garanta vida digna, as famílias continuarão abandonando o meio rural. A insuficiência de investimentos em infraestrutura produtiva, de beneficiamento, armazenamento, transportes e preços remuneradores, bem como o acesso a políticas públicas de cunho social como saúde, educação, previdência e transporte públicos, são fatores decisivos para a permanência das pessoas no campo.

Por outro lado, é necessário aprofundar conhecimentos sobre sistemas de produção que proporcionem melhoria contínua das condições de vida de agricultores familiares garantindo renda e sustentabilidade ambiental, de modo que todas as potencialidades do estabelecimento de produção possam ser aproveitadas sem prejuízos à natureza.

Estes resultados somente serão alcançados se as famílias estiverem organizadas estrategicamente. Com essa finalidade, o Movimento Sindical desenvolve a estratégia do Sistema CONTAG de Organização da Produção (SISCOP), entendendo que o cooperativismo e do associativismo são os meios mais apropriados para se alcançar sustentabilidade social, econômica e ambiental. Sem estar organizada a agricultura familiar terá muito mais dificuldades de se fortalecer e continuar a existir.

Para o Movimento Sindical a agricultura familiar é a melhor forma de promover a inclusão e o desenvolvimento com sustentabilidade do campo, garantindo produção de alimentos com qualidade e em quantidade para atendimento à demanda da população. Neste sentido a Secretaria de Política Agrícola CONTAG atua fortemente na elaboração, negociação e difusão de políticas púbicas e programas destinados à agricultura familiar.

http://www.contag.org.br/index.php?modulo=portal&acao=interna&codpag=263&nw=1

Ementas


1) Sistemas Agroecológicos de Produção

Ementa: Bases históricas e filosóficas: princípios, fundamentos e definições.
Desenvolvimento rural sustentável (agricultura e modernidade, tecnologias e agricultura familiar, agricultura urbana). Conceitos (agroecologia, agricultura orgânica, agricultura integrada). Agricultura convencional (conceitos, impactos e externalidades). Sustentabilidade e o agronegócio (definições, princípios, perspectivas futuras). Uso e a conservação dos recursos naturais (ciclos biogeoquímicos). Ecologia das populações. Meio ambiente: conceitos básicos. Teoria da trofobiose. Biodiversidade. Bases agroecológicas para o manejo da biodiversidade em agrossistemas e seus efeitos sobre pragas e doenças das plantas.
Bases agroecológicas para o manejo de plantas espontâneas. Plantas indicadoras de desequilíbrios biológicos. Práticas agroecológicas (adubação verde, compostagem, vermicompostagem, caldas e soluções, defensivos naturais, plantas companheiras e antagônicas, plantio direto, controle de competidores, etc.). Produção orgânica de alimentos (fundamentos e perspectivas futuras); Legislação ambiental básica (licenciamento, documentos, obrigatoriedade).

2) Ecologia de Agroecossistemas

Ementa: Estrutura dos agroecossistemas: nichos ecológicos; teias tróficas e transferência de energia; capacidade de suporte. Indicadores de qualidade do solo. Ecologia microbiana e qualidade do solo na sustentabilidade dos agroecossistemas. Fauna do solo e seu papel na regulação funcional dos agroecossistemas e na ciclagem de nutrientes. Fixação biológica de nitrogênio. Micorrizas arbusculares. Manejo de sistemas agrícolas para sequestro de carbono.

3) Metodologia Científica

Ementa: Noções básicas de filosofia do conhecimento. Os diferentes níveis do conhecimento. Enfoques teóricos da pesquisa. Pesquisa bibliográfica, de campo e de laboratório. Técnicas de estudo e de leitura. Esquema, resumo e resenha. Técnicas e normas para elaboração de trabalhos científicos e acadêmicos. Paper, monografia, fichamento, conferência, painel, seminário e simpósio. Projeto de pesquisa. A estrutura de elaboração, normalização e apresentação científica de acordo com as normas da ABNT.

4) Conservação do Solo e da Água

Ementa: Importância do uso sustentável dos recursos solo e água. Erosão: causas, tipos e fatores que influem. Qualidade do solo. Erosidade da chuva e erodibilidade do solo. Modelos de predição de erosão. Práticas conservacionistas de caráter mecânico, edáfico e vegetativo. Sistemas de manejo do solo. Planejamento conservacionista da propriedade rural e manejo integrado da propriedade rural e de recursos em microbacias hidrográficas.

5) Recuperação de Áreas Degradadas

Ementa: Conceitos básicos: degradação, recuperação, reabilitação e restauração. Principais processos de degradação de áreas em ambiente rural. Caracterização de áreas degradadas: levantamentos, agentes, indicadores e níveis de degradação. Estratégias, procedimentos e técnicas de recuperação de áreas degradadas. Valoração do passivo ambiental. Mecanismos de avaliação da eficiência conservacionista e da autossustentabilidade ecológica das medidas de recuperação adotadas. Parâmetros legais correlatos.

6) Fertilidade do Solo e Nutrição de Plantas em Sistemas de Produção Agroecológicos

Ementa: Conceitos básicos em fertilidade do solo. Interação entre nutrientes e solos. Transporte de nutrientes para as raízes. Acidez do solo e calagem. Dinâmica dos nutrientes no solo e manejo da adubação. Avaliação da fertilidade do solo. Absorção de elementos pelas raízes das plantas. Absorção foliar de elementos, transporte e redistribuição. Funções dos nutrientes. Elementos úteis e tóxicos. Cultivo de plantas em ambiente controlado. Avaliação do estado nutricional das plantas.

7) Agrosilvicultura

Ementa: Definição e classificação de sistemas agroflorestais. Planejamento, implantação e manejo de sistemas agroflorestais. Delineamento e experimentação em sistemas agroflorestais. Aspectos sociais e difusão de tecnologia agroflorestal. Sistemas agroflorestais no Estado do Espírito Santo.

8) Dinâmica da Matéria Orgânica do Solo

Ementa: Definições dos principais componentes da matéria orgânica do solo. Propriedades e funções da matéria orgânica do solo. Dinâmica (estoque e composição) da matéria orgânica do solo. Fatores que regulam os estoques de matéria orgânica do solo. A matéria orgânica e a biodisponibilidade de nutrientes. Sequestro de carbono no solo. Adubos e adubação orgânica.

9) Uso de Resíduos na Agricultura

Ementa: Principais resíduos das atividades agroindustriais e urbanas. Classificação dos resíduos quanto à sua origem. Reciclagem de resíduos orgânicos no solo: alteração nas características químicas, físicas e nos processos biológicos do solo. Liberação e imobilização de nutriente. Alternativas para a aplicação de resíduos no solo; culturas mais indicadas. Fatores limitantes da reciclagem de resíduos orgânicos no solo: acúmulo de nutrientes, metais pesados, outros elementos; patógenos; compostos orgânicos persistentes; monitoramento de áreas de aplicação de resíduos. O solo como meio de descarte e degradação de resíduos: landfarming; áreas de sacrifício e lagoas de sedimentação. Aspectos legais do uso agrícola dos resíduos no solo.

10) Fundamentos do Manejo Racional de Pastagens

Ementa: Plantas forrageiras: crescimento acumulativo; estacional; alterações morfológicas e composição bromatológica. Inter-relações entre planta-animal em sistemas pastoris. Sistemas de pastejo (contínuo, rotacionado convencional, rotacionado Voisin, em faixa, diferido e alternado entre herbívoros). Sistema silvipastoril. Formação de pastagem ou recuperação de pastagem: introdução de forrageiras em pastagens estabelecidas. Tópicos em irrigação de pastagens. Avaliação da pastagem como cultura agrícola sustentável.

11) Produção Animal em Sistemas Agroecológicos

Ementa: Aprendizagem em animais (fundamentos teóricos, exemplos práticos na criação e consequências para o bem-estar dos animais domésticos). Seleção natural, domesticação e confinamento intensivo: a adaptação dos animais nos sistemas agroecológicos de produção.

12) Legislação e Certificação de Produtos Agroecológicos

Ementa: Tipos de certificação aplicados aos sistemas de produção agroecológicos. Processo de certificação. Órgãos de certificação. Legislação vigente no Brasil para produtos orgânicos.

http://www.alegre.ifes.edu.br/index.php?option=com_content&view=article&id=30:pos-graduacao-lato-sensu-em-agroecologia&catid=24:pos-graduacao&Itemid=60
   Agricultura e Meio Ambiente 
  A combinação de políticas, inovações institucionais e investimento pode ajudar a reduzir o espaço ambiental da agricultura no meio ambiente e pode capturar seu potencial para oferecer serviços ambientais. Gerir as conexões entre agricultura, conservação de recursos naturais e o meio ambiente deve se tornar parte integral do uso da agricultura para o desenvolvimento para obter sistemas de produção agrícola mais sustentáveis.
 As agendas da agricultura e do meio 
ambiente são inseparáveis.
  A agricultura é um dos principais provedores de serviços ambientais, embora geralmente não sejam reconhecidos e não remunerados. Adicionalmente a seu papel essencial em atender a demanda crescente por alimentos e outros produtos agrícolas, a agricultura tem um importante papel no sequestro de carbono, gestão de bacias hidrográficas e preservação da biodiversidade. Mas a agricultura é também grande usuária de recursos naturais, contribuindo para o enfraquecimento dos lençóis freáticos, poluição de agro químicos, exaustão dos solos e a mudança climática global. A degradação dos recursos naturais mina as bases para a futura produção agrícola e aumenta a vulnerabilidade a riscos, impondo desse modo perdas econômicas altas. Mas esses custos podem ser muitas vezes minimizados através da combinação de reformas nas políticas e inovações institucionais e tecnológicas. Uma abordagem de políticas integradas é necessária para atender às agendas da agricultura e do meio ambiente, assim como as mudanças climáticas e os bio combustíveis, que são discutidos em sumários de políticas separados.
  A agricultura intensiva ajudou a limitar a conversão de ecossistemas naturais, mas muitas vezes com seus próprios custos ambientais e de saúde.

http://siteresources.worldbank.org/INTWDRS/Resources/477365-1327599046334/8394679-1327608078139/8395545-1327610544368/04_Environment_Alex-portuguese.pdf
 Agrotóxicos 
 Desde a Revolução Verde, na década de 1950, o processo tradicional de produção agrícola sofreu drásticas mudanças, com a inserção de novas tecnologias, visando a produção extensiva de commodities agrícolas. Estas tecnologias envolvem, quase em sua maioria, o uso extensivo de agrotóxicos, com a finalidade de controlar doenças e aumentar a produtividade.
  Segundo a legislação vigente, agrotóxicos são produtos e agentes de processos físicos, químicos ou biológicos, utilizados nos setores de produção, armazenamento e beneficiamento de produtos agrícolas, pastagens, proteção de florestas, nativas ou plantadas, e de outros ecossistemas e de ambientes urbanos, hídricos e industriais.
 O agrotóxico visa alterar a composição da flora ou da fauna, a fim de preservá-las da ação danosa de seres vivos considerados nocivos. Também são considerados agrotóxicos as substâncias e produtos empregados como desfolhantes, dessecantes, estimuladores e inibidores de crescimento.
  Os agrotóxicos podem ser divididos em duas categorias:
1. Agrícolas, destinados ao uso nos setores de produção, no armazenamento e beneficiamento de produtos agrícolas, nas pastagens e nas florestas plantadas - cujos registros são concedidos pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, atendidas as diretrizes e exigências dos Ministérios da Saúde e do Meio Ambiente.
2. Não-agrícolas:
- destinados ao uso na proteção de florestas nativas, outros ecossistemas ou de ambientes hídricos - cujos registros são concedidos pelo Ministério do Meio Ambiente/Ibama, atendidas as diretrizes e exigências dos Ministérios da Agricultura, Pecuária e Abastecimento e da Saúde.
- destinados ao uso em ambientes urbanos e industriais, domiciliares, públicos ou coletivos, ao tratamento de água e ao uso em campanhas de saúde pública - cujos registros são concedidos pelo Ministério da Saúde/Anvisa, atendidas as diretrizes e exigências dos Ministérios da Agricultura e do Meio Ambiente.

segunda-feira, 1 de setembro de 2014


Ações do homem sobre sobre o meio ambiente e suas consequências para a saúde


Degradação do Meio Ambiente no Brasil
A degradação ambiental no país começou após o seu descobrimento por Portugal, com a extração do pau-brasil totalmente predatória;essa espécie florestal é considerada por muitos autores a primeira riqueza brasileira que sofreu a ação do homem, o que resultou no seu desaparecimento. Nos dias atuais o estado do Pernambuco, devido aos esforços do professor Roldão de Siqueira Fontes que criou a Fundação Nacional do Pau-brasil, possui a maior concentração desta espécie (EDUCAÇÃO, 2001).
Em torno de 1599, ainda no período colonial, instalou-se a monocultura da cana-de-açúcar junto com o trabalho escravo negro e indígena advindos do Oriente, iniciando a implantação dos engenhos. A pecuária foi introduzida paralelamente a cana-de-açúcar, acentuando a instabilidade dos solos devido o pisoteio do gado. (MONTEIRO, 1991).
Ao longo dos tempos outros ciclos surgiram, tais como o do ouro, o do cacau, o do café e da borracha, que a exemplo do ocorrido com o ciclo da cana-de-açúcar, todos se basearam na exploração predatória em larga escala (BRASIL, 1999).
Nesta época a degradação não apresentava grande impacto à natureza e provavelmente não se configurando como um problema ambiental, nos termos como entendemos hoje. Em suma, o comportamento predatório do homem não é uma coisa recente, o que é novo são a proporção e extensão dos mecanismos de depredação, que vai desde o surgimento das lavouras de monocultura ate as armas nucleares (VIOLA, 1987).
De acordo com Hogan (1992), com a revolução industrial ocorrida a partir do ano 1750 surgiram inúmeras cidades e a maioria delas sem nenhum planejamento, o que culminou em diversos problemas ambientais, presentes nos dias atuais como:
  • Poluição atmosférica provocada por algumas indústrias;
  • Ocupação urbana desordenada em áreas de preservação permanente, margens de rios e encostas, promovendo a deteriorização ambiental dos ecossistemas locais, tornando-os cada vez mais vulneráveis aos desastres naturais e acarretando danos sociais, econômicos, ecológicos, além de humanos.
  • Assoreamento de rios e lagoas;
  • Erosão do solo e desertificação;
  • Grande desperdício de água e energia elétrica, que leva a humanidade a viver sobre a ameaça de escassez dos mesmos;
  • Acúmulo de lixo urbano, atômico, industrial e ate mesmo espacial;
  • Poluição do ar, do solo, da água e dos mananciais;
  • Buraco na camada de ozônio, ampliação do efeito estufa e formação de chuva ácida;
  • Uso de agrotóxicos na agricultura o que acarreta sérios riscos de saúde tanto para os trabalhadores como para a população que consome esses produtos;
  • Perda da biodiversidade e da diversidade genética ocasionando um prejuízo irreparável para o campo da medicina.
  • Proliferação no mundo da fome, desnutrição, violência, armas químicas e biológicas, guerras e criminalidade
              O homem o grande destruidopr da natureza

Os combustíveis queimados pelas indústrias e pelos transportes automotores produzem um gás chamado “CO2” que é renovado pelas plantas e pelos oceanos. Como o homem destrói florestas inteiras fazendo queimadas para fazer pastagens, utiliza a madeira para construção civil ou ainda, derruba árvores para utilizar a madeira em confecção de móveis e ou para fazer carvão e etc., as plantas não conseguem absorver este gás, por isso é muito comum nos grandes centros urbanos, pessoas sentirem tonturas, enjôos, olhos lacrimejando e ardendo, devido à ação poluente dos gases.
Todo poluente solúvel, isto é, substância solúvel que, se liberada, causa danos ao meio ambiente, lançado no solo e no ar tem o seu destino final nos rios, lagos e mares e águas subterrâneas, esta poluição vem causando problemas gravíssimos em nosso ecossistema que vem a ser o conjunto dos seres vivos e do seu meio ambiente físico, incluindo as relações entre si.
Apesar de o homem ser parte integrante da natureza, ele a destrói. Por quê? Esta é uma pergunta que deverá ser respondida antes que as próximas gerações venham sofrer conseqüências dramáticas causadas pelas ações mal planejadas do homem. Existem muitos exemplos de poluição e degradação da natureza e garanto-lhes que por detrás de todos, o homem está presente.
A preocupação com o meio ambiente deve fazer parte da vida de cada cidadão, e dos governantes. Todos devem tornar as cidades em que vivemos um lugar prazeroso e saudável. O tratamento de esgoto, a fiscalização das indústrias, a criação de parques e praças com muito verde, a fiscalização das áreas de preservação ambiental são algumas das atribuições que os governantes e cidadãos têm por obrigação zelar. Devemos contribuir para diminuir a poluição fazendo a nossa parte: separando o lixo para ser reciclado, não sujando as ruas e lugares públicos, não jogando lixo nas encostas e rios, economizando água e luz, evitando usar garrafas pet, etc.
Para cada problema existe uma solução possível, o ideal é evitar que os problemas aconteçam. É melhor agirmos com precaução em todas as nossas ações. Assim o céu ficará mais azul e as cidades serão lugares agradáveis de morar. Devemos nos conscientizar de que fazemos parte da natureza assim, quando a desrespeitamos estamos nos desrespeitando também.

                                                        POLUIÇÃO DO AR 


As indústrias lançam poluentes como, por exemplo, o enxofre gerando a chuva ácida que causa danos às plantações, as florestas, ao homem através de alimentos envenenados. A chuva ácida produz um gás capaz de subir muito alto na atmosfera impedindo a renovação da camada de ozônio, que retém os raios ultravioletas do sol. A destruição desta camada proporciona a elevação da temperatura ambiente da Terra, derretendo as geleiras e aumentando o nível das marés. Nas indústrias, também, se produz um veneno chamado “DDT”. É um produto químico que tem a capacidade de matar os insetos que atacam as lavouras, mas também mata os insetos não prejudiciais, e como não é biodegradável, isto é, capaz de ser decomposto pela ação de organismos vivos, também, penetra nos alimentos causando doenças aos homens.


                                                    ões do homem na natureza
Em uma época em que catástrofes naturais são cada vez mais freqüentes e devastadoras, as diversas nações do planeta começam a se importar com as conseqüências da industrialização acelerada notada no último século. A emissão de gases poluentes na atmosfera – apenas uma das várias ações do homem que vêm modificando a natureza –, além de contribuir para o aquecimento global, traz inúmeros problemas de saúde para moradores de grandes cidades, onde se concentra mais da metade da população mundial. No Brasil, as queimadas na Amazônia levaram Pascal Lamy, presidente da Organização Mundial do Comércio, a defender a internacionalização da floresta à época de sua candidatura. Nunca discutiu-se tanto sobre o meio ambiente. 





A natureza vem sendo transformada pelo homem que destrói e contribui na maioria das vezes com a extinção de espécieis animais e vegetais existentes no planeta, também colabora através de práticas inconseqüentes para apoluição do ar, do solo e principalmente da água.
Nossa saúde está integrada ao meio ambiente, por isso se este estiver sendo negligenciado, pense, que com ele está sendo destruída principalmente a vida que inclui, o nosso bem estar e o de todos os seres vivos, conseqüentemente, o futuro deste planeta.
Conscientização para a Minimização dos Danos Causados ao Meio Ambiente em Conseqüência da Poluição Gerada pelas Indústrias Químicas



Para minimizar os impactos ambientais causados por substâncias químicas perigosas há a necessidade de se fazer uma análise de risco da planta de uma indústria química para prevenção de acidentes.
Qualquer esforço para reduzir o risco de uma planta de processamento químico está diretamente ligado à redução da freqüência de incidentes, à redução de perdas e à minimização das conseqüências do incidente ocorrido.
                                      
Em geral, a estratégia para redução de riscos da planta está relacionada aos seguintes fatores:
§ Uso de materiais e condições de operação menos prejudiciais ao meio ambiente;
§ Redesenho de processos e equipamentos de modo a reduzir a freqüência de acidentes ambientais e os impactos causados por algum incidente;
§ Uso de controles de processo para melhor monitoramento do mesmo e, implementação de sistemas de segurança e emergência para detectar qualquer desvio do processo que possa incorrer em um acidente, de modo a tornar possível precauções corretivas antes que o acidente ocorra;
§ Uso de procedimentos operacionais, “check-lists”, planos de contingência e outros meios de gerenciamento de risco para prevenção de acidentes e minimização das devidas conseqüências.
Estratégias para gerenciamento de risco são melhores implementadas no primeiro estágio de desenho da planta, pois é neste estágio onde tudo pode ser previsto e estudado.
Geralmente o que se faz é implementar estratégias de gerenciamento de risco após a planta estar em operação. Isto pode incorrer em falhas e aumento de custos.
Deve-se tomar os cuidados acima descritos para evitar que acidentes ocorram produzindo, assim um desastre ambiental.
Entretanto, é constante a ocorrência de acidentes em indústrias químicas. Para tanto, há procedimentos contidos nos planos de emergência de cada planta que devem ser seguidos para a minimização das conseqüências.
Tais procedimentos são necessários para minimizar as conseqüências, mas algum dano ao meio ambiente sempre persiste. Danos às vezes irreparáveis, ou que levam muito tempo para serem solucionados.
Por exemplo, em 1o de novembro de 1986, um incêndio em um laboratório químico suíço fez descarregar 30 toneladas de produtos tóxicos no rio Reno, matando meio milhão de peixes. Foram necessários dez anos para o rio se recuperar.
Quando uma empresa provoca um desastre ambiental, o reparo do dano é uma obrigação da empresa e não um ato generoso.
A maioria das empresas deixa de prever que algo possa dar errado e por isso, a maior parte dos desastres ambientais são causados por falhas humanas.
É preciso ter obsessão em gerenciar os riscos ambientais, reconhecendo os pontos vulneráveis do processo e reagir com eficácia às crises. O compromisso ambiental não pode ser apenas da diretoria, deve ser uma atitude de toda a organização, ou seja desde o porteiro até o presidente.
O conceito de ecoeficiência, isto é, produzir mais com menos, reduzindo poluição, resíduos, lixos, usando apenas a energia necessária, diminuindo os impactos ambientais e modificando os processos de produção com a utilização adequada de recursos, deve ser amplamente divulgado e adotado.
Para ilustrar alguns procedimentos que podem ser tomados para minimizar as conseqüências de danos ao meio ambiente serão citados dois exemplos, publicados no jornal O Estado de São Paulo.